Este versículo afirma que todas as cidades conquistadas pelos israelitas, exceto Gibeom, foram tomadas à força, pois não fizeram acordo de paz.
Explicação Histórica
O termo hebraico para 'fazer paz' (shalom) implica não apenas ausência de guerra, mas também um pacto ou aliança. 'Por guerra' (milchamah) indica que a subjugação das outras cidades foi através de conflito armado. A frase 'por guerra as tomaram todas' é uma generalização que enfatiza a natureza hostil da maioria das interações.
Interpretação Doutrinária
Este versículo reforça a soberania de Deus na condução do povo de Israel à Terra Prometida, utilizando a guerra como meio para cumprir Suas promessas e executar juízo sobre os povos cananeus, conforme ordenado (Deuteronômio 20:16-17). A exceção de Gibeom (Josué 9) demonstra a importância da obediência e a consequência de lidar astutamente com o povo de Deus.
Aplicação Prática
A conquista de Canaã, embora um evento histórico, ilustra a necessidade de obediência total a Deus em todas as áreas da vida. A decisão de algumas cidades de resistir levou à sua destruição, enquanto a astúcia de Gibeom resultou em um destino diferente, embora também adverso. Devemos buscar a paz com Deus através de Jesus Cristo, o único caminho para a salvação (João 14:6), e ter cuidado para não sermos enganados por falsas 'pazes' ou alianças que se opõem aos caminhos de Deus.
Precauções de Leitura
Evitar interpretar este versículo de forma isolada para justificar a violência ou o genocídio fora do contexto teológico específico da conquista de Canaã como juízo divino. Reconhecer que a passagem é um resumo e que o relato detalhado da estratégia de Israel com Gibeom (Josué 9) oferece nuances importantes sobre diplomacia e engano.