O versículo 33 esclarece que a declaração de Jesus sobre ser 'levantado da terra' (João 12:32) significava o tipo de morte sacrificial que Ele estava prestes a sofrer.
Explicação Histórica
A expressão 'E dizia isto' refere-se à fala de Jesus em João 12:32. 'Significando de que morte havia de morrer' é um comentário interpretativo do autor, João, para a clareza do leitor. O termo 'levantado' (do grego 'hypsoo') é empregado intencionalmente por Jesus e interpretado por João com uma dupla conotação: a elevação física na cruz e a glorificação que resultaria de Seu sacrifício, ecoando passagens como a serpente de bronze no deserto (João 3:14). A frase confirma que a 'elevação' não era meramente ascensão ou exaltação, mas especificamente a morte por crucificação.
Interpretação Doutrinária
Este versículo reforça a doutrina pentecostal clássica da expiação vicária de Cristo, onde Sua morte na cruz é o único caminho para a salvação e reconciliação com Deus. A clareza de João sobre o 'tipo de morte' sublinha que o sacrifício de Jesus não foi acidental, mas um evento predestinado e essencial para a 'atração' de todos os homens a Si, conforme João 12:32. É a base para o arrependimento e a fé em Cristo como Salvador, evidenciando o amor divino (João 3:16) manifestado através da cruz.
Aplicação Prática
O cristão deve reconhecer a profundidade do sacrifício de Cristo na cruz como o fundamento de sua salvação. A fé em Jesus crucificado e ressuscitado é o caminho para a vida eterna e a busca pela santificação pessoal, vivendo em obediência à Sua Palavra e testemunhando o poder redentor de Sua morte e ressurreição, aguardando o batismo no Espírito Santo e o cumprimento dos dons.
Precauções de Leitura
É crucial não isolar este versículo de João 12:32. A interpretação de 'ser levantado' deve sempre incluir tanto a crucificação física quanto a glorificação espiritual que dela decorre, evitando qualquer espiritualização excessiva que diminua a realidade e a brutalidade da morte de Cristo na cruz. Também é importante não ver a morte de Cristo como um mero exemplo moral, mas como o evento redentor central da história.