O profeta Isaías, após ter uma visão da santidade de Deus, responde prontamente ao chamado divino para servir como mensageiro, oferecendo-se voluntariamente para a obra.
Explicação Histórica
O hebraico para 'A quem enviarei' (מִי אֶשְׁלַח - mi 'eshlaḥ) denota uma pergunta retórica ou uma contemplação divina sobre a escolha de um emissário. O plural 'por nós' (בָּנוּ - banu) é interpretado como o 'Plural de Majestade', indicando a plenitude da Divindade, e não pluralidade de pessoas distintas na divindade. A resposta de Isaías, 'Eis-me aqui' (הִנְנִי־בָא - hinneni-va), expressa pronta disponibilidade e obediência, enquanto 'envia-me a mim' (שְׁלָחֵנִי - shəlāḥēni) é um imperativo, um pedido para ser enviado.
Interpretação Doutrinária
Este relato ilustra a doutrina da soberania de Deus na escolha de Seus servos e a necessidade de um chamado divino para o ministério. A resposta de Isaías reflete a doutrina da vocação e a importância da submissão voluntária do crente à vontade de Deus. A purificação de Isaías (Isaías 6:7) prefigura a necessidade de santificação para servir a Deus, um conceito central na doutrina da santificação pessoal.
Aplicação Prática
Todo crente deve estar pronto a responder ao chamado de Deus para o serviço, seja em tarefas simples ou em ministérios mais amplos. A disposição de Isaías nos ensina a importância de oferecer nossa vida e talentos a Deus, prontos para sermos usados onde e como Ele desejar, após termos nossos corações purificados pelo sangue de Jesus Cristo.
Precauções de Leitura
É um erro interpretar o 'por nós' como uma evidência de Trindade nesta passagem isoladamente, sem considerar o contexto mais amplo das Escrituras. Também é incorreto assumir que o chamado para o ministério profético é automático; ele é sempre soberano e precedido pela iniciativa divina.