"Vindo pois Jacó à tarde do campo saiu-lhe Leia ao encontro e disse A mim entrarás porque certamente te aluguei com as mandrágoras do meu filho E deitou-se com ela aquela noite"
Textus Receptus
"E Jacó veio do campo à tarde, e Lia foi ao seu encontro e disse: Tu deves entrar a mim; porque certamente eu te aluguei pelas mandrágoras de meu filho. E ele se deitou com ela naquela noite."
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Palavra
Qtd. V.T.
Qtd. N.T.
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Texto Central
Leia reivindica seu direito conjugal sobre Jacó utilizando mandrágoras, uma planta considerada afrodisíaca na Antiguidade, como instrumento de troca.
Explicação Histórica
O verbo 'alugar' (sakhar) sugere um contrato ou transação comercial, refletindo a dinâmica familiar disfuncional da poligamia da época. As 'mandrágoras' (duda'im) eram bulbos aromáticos valorizados por propriedades medicinais e místicas associadas à fertilidade.
Interpretação Doutrinária
Este episódio ilustra as limitações e conflitos da vida humana longe da dependência direta de Deus, mostrando que, embora Jacó fosse um patriarca, sua vida familiar sofria as consequências das práticas da cultura pagã e dos ciúmes humanos.
Aplicação Prática
O crente deve buscar em Deus a solução para suas angústias e não recorrer a amuletos, crendices ou métodos humanos para tentar forçar o cumprimento de promessas divinas.
Precauções de Leitura
Deve-se evitar interpretar este texto como uma legitimação do uso de mandrágoras ou superstições; o texto apenas relata um evento histórico sem endossar a eficácia mística da planta.