"E fez o altar do incenso de madeira de cetim dum côvado era o seu comprimento e de um côvado a sua largura quadrado e de dois côvados a sua altura dele mesmo eram feitas as suas pontas"
Textus Receptus
"E fez o altar de incenso de madeira de acácia. Um côvado era o seu comprimento, e um côvado a sua largura. Era quadrado; e dois côvados era a sua altura. Os seus chifres eram do mesmo."
Bezalel construiu o altar do incenso conforme as especificações divinas, utilizando madeira de cetim e dimensões precisas.
Explicação Histórica
O 'altar do incenso' refere-se à estrutura destinada à queima do incenso aromático. 'Madeira de cetim' (hebraico shittim) é a madeira de acácia, valorizada por sua durabilidade no ambiente desértico. 'Côvado' é uma unidade de medida antiga, aproximadamente 45 cm, indicando as dimensões exatas ordenadas por Deus. As 'pontas' (chifres) eram extensões nos cantos superiores, simbólicas de poder e autoridade, onde se aplicava o sangue da expiação em certos rituais.
Interpretação Doutrinária
O altar do incenso representa a intercessão e as orações que ascendem a Deus como um aroma agradável, conforme Malaquias 1:11 e Apocalipse 8:3-4. Sua construção meticulosa de madeira de acácia coberta de ouro (Êxodo 30:3) aponta para a humanidade e divindade de Cristo, o único mediador (1 Timóteo 2:5), e a necessidade de uma vida de oração constante, pura e aprovada por Deus, um princípio fundamental na fé pentecostal. Os dons espirituais também se manifestam através da oração e busca contínua da presença divina.
Aplicação Prática
O cristão é exortado a manter uma vida de oração fervorosa e contínua, apresentando a Deus suas súplicas e intercessões, sabendo que elas são um 'cheiro suave' ao Senhor. Devemos buscar a santificação para que nossas orações sejam aceitáveis diante do altar celestial.
Precauções de Leitura
Evitar a interpretação meramente literal das dimensões e materiais sem reconhecer o profundo simbolismo espiritual e a tipologia cristocêntrica. Não deve ser visto como um convite à recriação física do altar, mas à vivência de sua realidade espiritual hoje.