"E era uma maçã debaixo de duas canas do mesmo e outra maçã debaixo de duas canas do mesmo e mais uma maçã debaixo de duas canas do mesmo assim se fez para as seis canas que saíam dele"
Textus Receptus
"e um botão debaixo de duas hastes do mesmo, e um botão debaixo de duas hastes do mesmo, e um botão debaixo de duas hastes do mesmo, conforme as seis hastes que saíam dele."
O versículo descreve o padrão decorativo preciso de 'maçãs' (ornamentos) e 'canas' (ramos) na base de cada par de braços laterais do candelabro.
Explicação Histórica
A palavra 'maçã' (no hebraico, 'gvia' ou 'shaked') refere-se a um ornamento em forma de botão de flor ou amêndoa. 'Canas' (qanim) são as hastes ou braços do candelabro. A expressão 'debaixo de duas canas do mesmo' indica que este padrão de ornamento se repetia na base de cada par de braços laterais, totalizando três pares e, portanto, três conjuntos de 'maçãs'.
Interpretação Doutrinária
Este detalhe minucioso na construção do candelabro demonstra a soberania e a perfeição de Deus, que exige excelência e reverência em tudo que Lhe é dedicado. O candelabro, que iluminava o Santo Lugar, tipifica a Cristo como a verdadeira Luz (João 8:12) e a Igreja como Seu reflexo, chamada a brilhar em santidade e testemunho (Mateus 5:14) por meio dos dons espirituais concedidos pelo Espírito Santo.
Aplicação Prática
O crente é exortado a buscar a santidade e a excelência em todas as suas obras e serviços a Deus, lembrando que o Senhor se agrada da ordem, da beleza e da dedicação. Isso implica viver em obediência à Palavra e buscar a iluminação divina para o testemunho.
Precauções de Leitura
Evitar interpretações alegóricas excessivas que atribuam significados simbólicos não fundamentados biblicamente a cada 'maçã' ou 'cana'. O foco deve ser na fidelidade à Palavra de Deus nas instruções para o serviço e adoração, sem buscar significados ocultos além do propósito original de Deus.