"Pois o Senhor vosso Deus é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores o Deus grande poderoso e terrível que não faz acepção de pessoas nem aceita recompensas"
Textus Receptus
"Porque o SENHOR vosso Deus é Deus dos deuses, e Senhor dos senhores, um grande Deus, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas;"
O Senhor é apresentado como o Deus supremo, soberano sobre todas as divindades e governantes, e que age com justiça imparcial.
Explicação Histórica
O termo 'Deus dos deuses' (Elohei ha'elohim) e 'Senhor dos senhores' (Adonei ha'adonim) são títulos hebraicos que enfatizam a supremacia absoluta de Yahweh sobre todas as outras supostas divindades e autoridades humanas. 'Grande, poderoso e terrível' (gadol, gibbor, ve'ayom) denota Sua magnitude, força incomparável e o temor reverente que inspira. 'Não faz acepção de pessoas' (lo yissa panim) e 'nem aceita recompensas' (ve'lo yikah shohad) indicam Sua justiça e imparcialidade inabaláveis em Seus juízos e tratos com os homens.
Interpretação Doutrinária
Este versículo é fundamental para a doutrina do Monoteísmo, reafirmando a unicidade e a soberania de Deus sobre toda a criação e história. Ele sustenta a crença na justiça divina, que não se corrompe por favoritismos ou subornos, refletindo o caráter santo e reto de Deus, essencial para a fé pentecostal clássica que prega um Deus que recompensa a obediência e julga com retidão. A implicação é que somente a Ele se deve adoração e obediência incondicional.
Aplicação Prática
Devemos reconhecer e adorar a Deus como o único soberano e supremo em nossas vidas, confiando que Ele é justo e imparcial em todas as Suas ações. Isso nos exorta a viver com integridade, sabendo que Ele vê nossas obras e não aceita desculpas ou subornos espirituais, motivando-nos à santificação e a uma vida de temor a Ele.
Precauções de Leitura
Evitar a interpretação de 'Deus dos deuses' como uma admissão de múltiplas divindades; o texto o usa para afirmar a supremacia de Yahweh. Não interpretar 'terrível' como mero medo irracional, mas como temor reverente diante da santidade e poder de Deus. O versículo não deve ser usado para justificar a passividade diante da injustiça humana, mas como um chamado à confiança na justiça final de Deus e à prática da justiça.