"A ti ó Senhor pertence a justiça mas a nós a confusão de rosto como se vê neste dia aos homens de Judá e aos moradores de Jerusalém e a todo o Israel aos de perto e aos de longe em todas as terras por onde os tens lançado por causa da sua prevaricação com que prevaricaram contra ti"
Textus Receptus
"Ó Senhor, justiça pertence a ti, porém a nós confusão de faces, como neste dia, para os homens de Judá, e para os habitantes de Jerusalém, e para todo Israel, aqueles que estão próximos e aqueles que estão distantes, em todas as nações para onde tu os conduziste, por causa da transgressão que cometeram contra ti."
Deus é justo, enquanto Israel experimenta vergonha e dispersão devido à sua infidelidade.
Explicação Histórica
"A ti, ó Senhor, pertence a justiça" afirma a retidão e soberania de Deus em Seu juízo. "A nós a confusão de rosto" descreve a vergonha, humilhação e ignomínia decorrentes do pecado e da desgraça. A menção de "todo o Israel; aos de perto e aos de longe" sublinha a universalidade do juízo divino e da dispersão como consequência direta da "prevaricação", ou seja, a traição, infidelidade e transgressão contra a aliança divina.
Interpretação Doutrinária
Este texto consolida a doutrina pentecostal da justiça divina e da consequência do pecado, tanto individual quanto coletivo. A dispersão de Israel ilustra que a desobediência a Deus traz juízo, mas também a necessidade de arrependimento para buscar a restauração. Deus é fiel em sua justiça e em sua palavra (2 Timóteo 2:13), exigindo santidade de seu povo.
Aplicação Prática
O cristão deve reconhecer a soberania e a justiça de Deus, confessar seus pecados e buscar uma vida de obediência e santificação. É um chamado ao arrependimento individual e coletivo, confiando na misericórdia de Deus para a restauração e a bênção espiritual.
Precauções de Leitura
Evitar interpretar a "confusão de rosto" apenas como mero constrangimento social; é uma expressão da vergonha espiritual e consequência da quebra da aliança com Deus. Não se deve desvincular o sofrimento do povo da sua infidelidade explícita, que é o motivo do juízo.