"Façamos-lhe pois um pequeno quarto junto ao muro e ali lhe ponhamos uma cama e uma mesa e uma cadeira e um candeeiro e há de ser que vindo ele a nós para ali se retirará"
Textus Receptus
"Façamos uma pequena câmara, rogo-te, na parede; e coloquemos ali para ele uma cama, e uma mesa, e um banco, e um candelabro; e será, quando ele vier até nós, para que ele possa para ali se desviar. "
A mulher sunamita propõe edificar e mobiliar um pequeno quarto para o profeta Eliseu, oferecendo-lhe um lugar de descanso e retiro durante suas visitas.
Explicação Histórica
A expressão 'pequeno quarto junto ao muro' (algumas traduções 'um quarto alto', ou 'eira') sugere uma acomodação modesta, porém dedicada e privada, possivelmente construída no terraço da casa ou como um anexo. Os itens 'cama, e uma mesa, e uma cadeira e um candeeiro' representam as provisões essenciais para um profeta viajante, garantindo conforto básico para repouso, estudo e reflexão. O propósito 'para ali se retirará' indica a necessidade de um espaço para isolamento e descanso, fundamental para o ministério profético.
Interpretação Doutrinária
Este episódio ilustra a importância da hospitalidade e do suporte aos servos de Deus, conforme a fé pentecostal ensina sobre honrar aqueles que ministram a Palavra. A atitude da sunamita reflete discernimento espiritual ao reconhecer Eliseu como um 'santo homem de Deus' (2 Reis 4:9), e sua provisão material é um ato de fé que Deus recompensa abundantemente. A bênção subsequente (o filho prometido) consolida a doutrina de que Deus abençoa a generosidade e o serviço dedicado à Sua obra e aos Seus ungidos (Mateus 10:41).
Aplicação Prática
O cristão deve praticar a hospitalidade, especialmente para com os obreiros e servos de Deus, oferecendo apoio prático e material. Esta generosidade, motivada pelo amor e pela fé, não busca recompensas, mas é reconhecida por Deus, que age em resposta à obediência e ao cuidado com aqueles que Ele escolheu para Sua obra.
Precauções de Leitura
Deve-se evitar interpretar este versículo como uma fórmula mecânica de 'semear para colher' bens materiais. A ênfase não está em uma troca transacional, mas na genuína hospitalidade e serviço desinteressado a Deus através de Seus servos. A bênção da mulher sunamita foi uma manifestação soberana da graça divina, não um resultado automático de um contrato humano.