O versículo adverte contra a punição indevida do justo e contra a opressão de indivíduos íntegros por parte de autoridades.
Explicação Histórica
A frase 'Não é bom' (Hebraico: 'lo' tob') expressa uma forte desaprovação moral e prática. 'Punir o justo' (Hebraico: 'laqqov tsaddiq') refere-se a aplicar castigo ou repreensão a alguém que é considerado reto, justo ou inocente. 'Ferirem os príncipes' (Hebraico: 'naqqefu sârim') indica que governantes ou líderes ('príncipes') infligem dano, acertam ou agridem. 'Ao que obra justamente' (Hebraico: 'al-ken yashar') descreve alguém que age com retidão, integridade e de acordo com o que é certo. A conjunção 'nem' (Hebraico: 'wĕgam') reforça a proibição, conectando as duas ideias como igualmente erradas.
Interpretação Doutrinária
Este provérbio ensina sobre o princípio bíblico da justiça divina e humana. Reforça a santidade e a retidão que Deus requer, e como a punição de inocentes é contrária ao Seu caráter e à Sua lei. Na perspectiva da CCB, isso ressalta a importância de viver em retidão e a responsabilidade das autoridades (sejam elas civis ou eclesiásticas) de não oprimir os fiéis, mas de agir com justiça, conforme o exemplo de Cristo, que não oprimiu nem acusou falsamente.
Aplicação Prática
O cristão deve se esforçar para viver sempre em retidão e integridade, mesmo diante de adversidades ou acusações injustas. Além disso, deve orar pelas autoridades para que ajam com justiça e sabedoria, e evitar julgar ou condenar precipitadamente a outros irmãos.
Precauções de Leitura
Deve-se evitar a interpretação de que a inocência protege de todo sofrimento; a Bíblia ensina que o justo pode sofrer perseguições (2 Timóteo 3:12). O provérbio condena a *injustiça* de punir o inocente, não o sofrimento em si. Também não se deve usar este versículo para justificar desobediência a autoridades legítimas, a menos que estas exijam algo contrário à lei de Deus (Atos 5:29).