"E tomai cada um o seu incensário e neles ponde incenso e trazei cada um o seu incensário perante o Senhor duzentos e cinquenta incensários também tu e Aarão cada qual o seu incensário"
Textus Receptus
"E que cada homem tome o seu incensário e ponha incenso nele, e que cada homem traga o seu incensário diante do SENHOR, duzentos e cinquenta incensários; também tu e Arão, cada qual o seu incensário."
Deus ordena a Moisés que cada um dos 250 homens que trouxeram incenso pegue seu próprio incensário e o apresente perante o Senhor, juntamente com os de Corá, Datã e Abirão.
Explicação Histórica
O texto hebraico descreve 'cada um o seu incensário' (קְטֹרֶת, qetoret - incenso; מַחְתָּה, mahtah - incensário, braseiro). A instrução de 'trazei cada um o seu incensário perante o Senhor' (וְהַקְטֵר, vehaketer - e lançai incenso) enfatiza a necessidade de apresentar o incensário diretamente à presença divina, algo que só os sacerdotes designados podiam fazer.
Interpretação Doutrinária
Este evento sublinha a santidade de Deus e a necessidade de obediência estrita aos Seus mandamentos, especialmente no que diz respeito ao culto e ao sacerdócio. A rebelião de Corá e a punição dos 250 homens demonstram que a aproximação a Deus deve ser feita pelos meios e pelas pessoas que Ele designou, conforme estabelecido na Lei Mosaica e que prefigura a necessidade da mediação de Cristo para a nossa salvação. A oferta de incenso era um ato sacerdotal restrito.
Aplicação Prática
Os crentes devem ter grande reverência ao se aproximarem de Deus em adoração e oração, reconhecendo a Sua santidade e buscando-O através de Jesus Cristo, o único mediador. Devemos nos contentar com a posição e os dons que Deus nos concedeu, evitando a ambição desordenada e a rebelião contra a Sua Palavra e os Seus servos.
Precauções de Leitura
Não se deve interpretar este evento como uma permissão geral para oferecer incenso ou realizar atos de culto fora da ordem estabelecida por Deus. A punição serve como advertência contra a usurpação de funções e a rebelião contra a liderança divinamente constituída.