"E que as primícias da nossa massa e as nossas ofertas alçadas e o fruto de toda a árvore o mosto e o azeite traríamos aos sacerdotes às câmaras da casa do nosso Deus e os dízimos da nossa terra aos levitas e que os levitas pagariam os dízimos em todas as cidades da nossa lavoura"
Textus Receptus
"e para que trouxéssemos aos sacerdotes, para as câmaras da casa do nosso Deus, os primeiros frutos da nossa massa, e das nossas ofertas, e dos frutos de toda a sorte de árvores, do vinho, e do óleo; e os dízimos do nosso solo aos levitas; para que eles, os levitas, pudessem ter os dízimos em todas as cidades da nossa lavoura. "
O versículo detalha as promessas do povo de Israel em retornar os dízimos e ofertas aos sacerdotes e levitas, conforme determinado pela Lei.
Explicação Histórica
As 'primícias da nossa massa' referem-se à porção inicial da massa de pão feita com grãos (Êxodo 23:19). 'Ofertas alçadas' (terumah) são porções separadas para Deus, geralmente dadas aos sacerdotes. 'Fruto de toda a árvore', 'mosto' (suco de uva fermentado ou não) e 'azeite' são produtos agrícolas. A promessa é de ofertar estes itens aos sacerdotes nas 'câmaras da casa do nosso Deus'. O versículo também reafirma que os 'dízimos da nossa terra' seriam para os levitas, e que os levitas, por sua vez, entregariam uma porção (o dízimo) aos sacerdotes.
Interpretação Doutrinária
Este texto sublinha a importância do dízimo e das ofertas como um ato de obediência a Deus e reconhecimento de Sua soberania sobre as posses. Reflete a doutrina bíblica do sustento do ministério e da adoração ordenada por Deus, conforme estabelecido na Lei mosaica. A disposição de trazer as primícias demonstra fé na provisão divina e gratidão pelas bênçãos recebidas.
Aplicação Prática
Os cristãos devem ser fiéis em trazerem suas ofertas e dízimos para o sustento da obra de Deus e do ministério, como um ato de adoração e reconhecimento da soberania divina sobre suas finanças. A fidelidade nestas práticas demonstra confiança na provisão de Deus.
Precauções de Leitura
Não se deve interpretar este versículo como uma base para um sistema de dízimos levítico estritamente literal no Novo Testamento, mas sim como um princípio de generosidade, fidelidade e sustento da obra de Deus, que é continuado sob a nova aliança por meio de ofertas voluntárias e fiéis.