Jesus tomou o cálice, deu graças a Deus e ordenou que todos os discípulos presentes bebessem dele.
Explicação Histórica
A expressão 'tomando o cálice' refere-se ao copo de vinho que fazia parte da refeição da Páscoa judaica, provavelmente o 'cálice da bênção'. 'Dando graças' traduz o grego 'eucharistēsas', indicando um ato de oração e gratidão a Deus. A instrução 'Bebei dele todos' (πάντες) é enfática e universal para os presentes, sublinhando a participação integral dos discípulos no que o cálice representava.
Interpretação Doutrinária
A ordem de Jesus para que 'todos' bebessem do cálice ressalta a inclusividade da Nova Aliança para os salvos e a participação coletiva na Ceia do Senhor como memorial de Seu sacrifício. Este ato consolida a doutrina da salvação pela graça através do sangue de Cristo, derramado para remissão de pecados (Mateus 26:28), e reafirma a importância da observância da Ceia por todos os crentes como proclamação de Sua morte até que Ele venha.
Aplicação Prática
O crente deve participar da Ceia do Senhor com reverência e gratidão, lembrando-se do sacrifício de Jesus e da Nova Aliança estabelecida em Seu sangue. É um momento de unidade em Cristo, onde todos os irmãos compartilham do mesmo convênio e esperança.
Precauções de Leitura
Deve-se evitar interpretar 'todos' como uma licença para a participação irrestrita sem arrependimento e fé genuína. A ênfase é na participação de 'todos' os discípulos/crentes. Também é crucial não isolar este versículo do seu complemento em Mateus 26:28, que explica o significado do sangue da aliança, e evitar concepções não-simbólicas sobre o vinho, pois a Ceia é um memorial.