"Disse-lhe Pedro Dos alheios Disse-lhe Jesus Logo estão livres os filhos"
Textus Receptus
"E Pedro lhe disse: Dos estrangeiros. Disse-lhe Jesus: Então os filhos são isentos. "
69%
Dicionário
Sem referências para este versículo
Palavra
Qtd. V.T.
Qtd. N.T.
Pesquisar
Preparando estudo
Texto Central
Jesus dialoga com Pedro sobre a origem do imposto cobrado pelos reis, e ao ouvir que é cobrado dos súditos, conclui que os 'filhos' dos reis estão isentos.
Explicação Histórica
'Dos alheios' refere-se ao reconhecimento de Pedro de que os reis terrenos cobram tributos de seus súditos, não de seus próprios descendentes. 'Logo, estão livres os filhos' é a conclusão de Jesus, que, ao se identificar como o Filho de Deus, o Rei do qual o Templo é a casa, argumenta Sua isenção e, por extensão, a de Seus discípulos como 'filhos' espirituais do Pai, da obrigação do imposto do templo (o didracma, conforme Êxodo 30:13-16).
Interpretação Doutrinária
Este texto consolida a doutrina da divindade de Jesus Cristo como o Filho de Deus, o Rei soberano do Reino celestial, superior a todas as autoridades terrenas e religiosas. A libertação dos 'filhos' ressalta a nova filiação em Cristo, pela qual os crentes, pela graça, são co-herdeiros e participantes da natureza divina, desfrutando de uma liberdade espiritual que transcende as imposições humanas e legais do sistema antigo. Isso aponta para a autoridade espiritual dos filhos de Deus no contexto da soberania de Cristo.
Aplicação Prática
Como 'filhos' de Deus em Cristo, os crentes possuem uma liberdade espiritual profunda. Contudo, são chamados a exercer essa liberdade com sabedoria, evitando causar tropeços, e a cumprir suas responsabilidades civis e sociais, reconhecendo a providência de Deus em todas as áreas, confiando que Ele supre todas as necessidades.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar esta passagem como uma licença para o cristão desobedecer às leis civis ou evadir-se de suas obrigações fiscais. A isenção de Jesus é fundamentada em Sua identidade divina única e na natureza do imposto como um tributo à casa de Seu Pai. Sua posterior provisão milagrosa e pagamento voluntário (Mateus 17:27) servem de exemplo para evitar tropeço e manter um bom testemunho, não para justificar a irresponsabilidade.