O versículo conclui a lista dos doze apóstolos com a identificação de Judas Iscariotes e a menção profética de sua traição a Jesus.
Explicação Histórica
A expressão 'Judas Iscariotes' distingue este discípulo, sendo 'Iscariotes' uma provável referência à sua origem geográfica. A frase 'o que o entregou' (ὁ παραδοὺς αὐτόν, *ho paradous auton*) é um particípio presente ativo com valor de futuro, indicando uma ação já determinada no plano divino, referindo-se à sua futura traição e entrega de Jesus às autoridades.
Interpretação Doutrinária
A inclusão de Judas no círculo apostólico e a antecipação de sua traição ilustram a presciência divina sem anular o livre-arbítrio humano. Isso ressalta a seriedade da eleição e a constante necessidade de fidelidade e santificação para perseverar na fé, conforme a doutrina pentecostal clássica.
Aplicação Prática
O crente é chamado à vigilância constante e ao autoexame, buscando manter um coração sincero e fiel a Cristo. Deve-se evitar a incredulidade e a apostasia, perseverando no arrependimento e na busca pela santificação pessoal para não se desviar do caminho da salvação.
Precauções de Leitura
Não se deve isolar este versículo para justificar um fatalismo que anule a responsabilidade moral do indivíduo. A menção da traição de Judas serve como advertência à infidelidade, e não como um pretexto para julgar precipitadamente as intenções alheias.