Jesus instituiu a Ceia do Senhor ao tomar o cálice, dar graças e compartilhá-lo com os discípulos, simbolizando o Seu sangue da nova aliança. Todos os discípulos beberam do cálice, participando deste novo pacto.
Explicação Histórica
'Tomando o cálice' refere-se ao cálice de vinho que era parte do ritual da Páscoa judaica, mas que Jesus ressignifica. 'Dando graças' traduz o grego 'eucharisteō', indicando uma oração de gratidão a Deus, ato que dá nome à celebração (Eucaristia). 'Deu-lho; e todos beberam dele' enfatiza a participação coletiva dos discípulos na aceitação do novo pacto, marcando a sua validade para todos os que o aceitam.
Interpretação Doutrinária
Este ato de Jesus instituiu a Ceia do Senhor, um mandamento para a Igreja, que a doutrina pentecostal entende como um memorial da morte e sacrifício de Cristo (1 Coríntios 11:23-26). O cálice simboliza o sangue de Jesus derramado para a remissão dos pecados e o estabelecimento da Nova Aliança, possibilitando a salvação e a reconciliação com Deus por meio de Sua obra redentora. A participação de todos os discípulos demonstra a universalidade do convite à salvação e à vida no Espírito.
Aplicação Prática
O cristão é chamado a participar da Ceia do Senhor com reverência e autoexame, lembrando-se do sacrifício de Cristo e renovando seu compromisso com a Nova Aliança. Este memorial deve inspirar gratidão, santificação e a esperança na volta de Jesus, vivendo uma vida que reflita a salvação e a presença do Espírito Santo.
Precauções de Leitura
Deve-se evitar interpretar o ato de beber do cálice de forma meramente ritualística ou supersticiosa. Não se deve, também, cair em doutrinas de transubstanciação, pois o vinho é um símbolo do sangue de Cristo, e não o próprio sangue em um sentido literal e físico. A validade da Ceia reside na fé e na obediência a Cristo, não no elemento material em si, conforme a natureza espiritual dos dons divinos.