O restante das ofertas pelo pecado, que não era queimado no altar, seria consumido por Arão e seus filhos no lugar santo.
Explicação Histórica
O termo 'restante dela' refere-se à porção da carne da oferta pelo pecado que, segundo Levítico 4:26, era queimada no altar, mas poderia sobrar. 'Asmo' (hebraico: 'owlam') significa 'eterno' ou 'continuamente', indicando que este era um mandamento permanente. 'Lugar santo' (hebraico: 'miqdash qodesh') refere-se à área principal do santuário, onde os sacerdotes exerciam suas funções. 'Pátio da tenda da congregação' (hebraico: 'chatsar ohel hammow'ed') é a área externa que circundava a Tenda da Congregação.
Interpretação Doutrinária
Este texto ilustra a natureza sagrada das ordenanças divinas e a responsabilidade dos ministros (representados por Arão e seus filhos) em lidar com os meios providos por Deus para a expiação. O consumo da oferta pelo pecado pelos sacerdotes no lugar santo prefigura Cristo, o Sumo Sacerdote perfeito, que assumiu plenamente a obra expiatória e a santidade necessária para a reconciliação com Deus, conforme Hebreus 9:11-14.
Aplicação Prática
Os servos de Deus hoje, assim como os sacerdotes na Antiga Aliança, devem tratar com reverência e santidade os assuntos espirituais e os meios de graça que Deus lhes confia, lembrando-se que seu serviço é para a glória de Deus e a edificação do corpo de Cristo.
Precauções de Leitura
Não se deve interpretar que a comida literal da oferta pelo pecado tenha poder expiatório por si só. A aplicação literal deste mandamento aos ministros cristãos modernos seria um erro, pois o sistema sacrificial foi cumprido em Cristo. A ênfase é no princípio de santidade e responsabilidade no serviço a Deus.