"E demais disto também estando eles na terra dos seus inimigos não os rejeitarei nem me enfadarei deles para consumi-los e invalidar o meu concerto com eles porque eu sou o Senhor seu Deus"
Textus Receptus
"E, apesar de tudo isto, quando eles estiverem na terra dos seus inimigos, não os rejeitarei, nem os abominarei, para destruí-los completamente e quebrar o meu pacto com eles, porque eu sou o SENHOR, seu Deus. "
Deus promete não rejeitar nem se enfadar de Israel, mesmo quando eles estiverem na terra de seus inimigos, preservando assim Sua aliança com eles.
Explicação Histórica
O termo hebraico 'vé-gam-bazot' (E, demais disto também) indica uma adição ou continuação do pensamento. 'Lo' (não) e 'vé-lo' (nem) são negações enfáticas. 'Éqetz' (me enfadarei) deriva da raiz 'qutz', que significa sentir repulsa ou desgosto. 'Le-kalotam' (para consumi-los) refere-se a aniquilar ou destruir completamente. 'Le-hapar' (invalidar) significa tornar nulo ou quebrar. A frase 'ki ani YHWH Elohehem' (porque eu sou o Senhor seu Deus) expressa a base da fidelidade divina, fundamentada em Sua identidade e relação com o povo.
Interpretação Doutrinária
Este versículo demonstra a fidelidade inabalável de Deus à Sua aliança, mesmo diante da desobediência e do castigo do Seu povo. Ele não anula Seu concerto por causa das falhas humanas, o que alinha com a doutrina pentecostal da graça de Deus e da persistência de Sua promessa, que encontra seu ápice na Nova Aliança em Cristo. A perseverança de Deus reflete Seu caráter imutável e Seu amor que não desiste.
Aplicação Prática
Ainda que o crente falhe e enfrente as consequências de seus atos, Deus não o rejeita se ele se arrepender e confessar seus pecados. A aliança estabelecida por meio de Jesus Cristo é firme. Devemos nos humilhar, confessar nossas iniquidades e buscar a Deus, confiantes em Sua fidelidade para nos restaurar e não invalidar Sua aliança conosco.
Precauções de Leitura
Evitar a interpretação de que a aliança divina garante impunidade para o pecado contínuo. A promessa de não rejeição está condicionada à condição de arrependimento e confissão do povo, e não à ausência de disciplina divina. Não se deve usar este versículo para justificar uma vida de pecado sob a falsa segurança da aliança.