"A espádua da oferta alçada e o peito da oferta do movimento trarão com as ofertas queimadas de gordura para mover por oferta de movimento perante o Senhor o que será por estatuto perpétuo para ti e para teus filhos contigo como o Senhor tem ordenado"
Textus Receptus
"A espádua da oferta alçada e o peito da oferta movida trarão com as ofertas feitas por fogo de gordura, para mover por uma oferta movida perante o SENHOR; e para ti e teus filhos contigo por um estatuto eterno, como o SENHOR tem ordenado. "
A espádua e o peito de animais sacrificados, após serem oferecidos ao Senhor, eram designados como porção perpétua para os sacerdotes e seus filhos.
Explicação Histórica
O hebraico para 'espádua' (shekem) refere-se à parte superior do ombro ou ao peito. 'Peito' (shoh) é a parte frontal do tórax. 'Oferta alçada' (terumah) e 'oferta do movimento' (tenufah) descrevem métodos de apresentação sacrificial, onde partes do animal eram elevadas ou movidas em direção ao altar e ao sacerdote, respectivamente, como um ato de consagração a Deus. 'Estatuto perpétuo' (choq olam) indica uma lei ou ordenança de caráter permanente.
Interpretação Doutrinária
Este mandamento sublinha a soberania de Deus sobre todas as coisas e a provisão divina para o sustento daqueles que O servem. A designação de porções específicas das ofertas para os sacerdotes, como a espádua e o peito, ilustra o princípio bíblico de que os servos de Deus devem ser sustentados pelo Seu povo e pelo Seu ministério. Reforça a ideia da necessidade de obediência estrita às ordenanças divinas, como ensinado na Congregação Cristã no Brasil, onde a ordem e a santidade no serviço a Deus são preceitos fundamentais.
Aplicação Prática
Os servos de Deus hoje, assim como os sacerdotes na antiguidade, devem ser sustentados pela igreja. O crente deve, com generosidade e obediência, contribuir para o sustento daqueles que se dedicam ao ministério da Palavra, reconhecendo que esta é uma ordenança divina. A santidade no trato das coisas de Deus deve ser mantida em todas as esferas da vida.
Precauções de Leitura
Não se deve interpretar esta passagem como uma justificativa para o enriquecimento pessoal dos ministros, mas sim para o seu sustento digno. O 'estatuto perpétuo' é entendido no contexto do Antigo Testamento e da economia sacrificial; a aplicação hoje se dá pelo princípio do sustento do servo de Deus, não pela literalidade do sacrifício animal. Deve-se evitar a aplicação literal dos sacrifícios a Cristo, que é o sacrifício perfeito e único.