Os israelitas, após cruzarem o Jordão e chegarem a Gilgal, celebraram a Páscoa, marcando um momento significativo de obediência e renovação da aliança com Deus.
Explicação Histórica
Gilgal era um local de acampamento e significativo para a história de Israel, próximo a Jericó. A Páscoa (hebraico: Pesach) era uma festa instituída por Deus para comemorar a libertação da escravidão no Egito, com o sacrifício de um cordeiro e a abstinência de pão levedado. O 'dia catorze do mês' refere-se ao mês de Abibe (posteriormente Nisã), o primeiro mês do calendário religioso judaico. A celebração 'à tarde' seguia a instrução dada em Êxodo 12:6.
Interpretação Doutrinária
A Páscoa em Gilgal reafirma a fidelidade de Deus às Suas promessas e a importância da obediência do Seu povo. Para a teologia pentecostal, este evento prefigura a Nova Aliança em Cristo, o Cordeiro de Deus, cuja morte e ressurreição nos libertam do pecado. A celebração é um lembrete da necessidade de rememorar a obra redentora de Cristo e viver em santidade, sem a 'fermentação' do pecado.
Aplicação Prática
Assim como Israel, após a libertação, celebrou a Páscoa, os cristãos devem celebrar a salvação em Cristo. Devemos nos lembrar constantemente do sacrifício de Jesus, o verdadeiro Cordeiro pascal, e viver uma vida de santificação, afastando-nos das práticas pecaminosas que representam a 'fermentação'.
Precauções de Leitura
É importante não isolar este evento, mas entendê-lo como parte do processo de Deus em estabelecer Seu povo na terra prometida e renovar Sua aliança. A Páscoa aqui não deve ser vista como uma mera repetição ritual, mas como um ato de fé e obediência que aponta para Cristo.