Jesus desafia a incredulidade de seus discípulos, questionando como reagiriam ao ver o Filho do Homem ascender de volta ao Seu lugar de origem celestial.
Explicação Histórica
A expressão "Que seria, pois, se vísseis" introduz uma questão hipotética que realça a dificuldade de entendimento presente. "Subir o Filho do homem" refere-se explicitamente à ascensão de Jesus ao céu, reafirmando sua identidade messiânica (Daniel 7:13-14). A frase "para onde primeiro estava" enfatiza sua preexistência e divindade, indicando que Ele retornaria ao Pai, de onde havia vindo (João 6:33, João 6:38, João 6:51).
Interpretação Doutrinária
Este versículo consolida a doutrina da preexistência e divindade de Cristo, bem como a realidade de sua ascensão corporal aos céus. A ascensão é um evento fundamental que atesta a vitória de Jesus sobre a morte e sua glorificação, sendo essencial para o plano de salvação, pois Ele retornou ao Pai para interceder pelos crentes e enviar o Espírito Santo, conforme a promessa (João 14:16, João 16:7). A compreensão de que Jesus, o Filho do Homem, veio de um lugar celestial e para lá retornaria, requer fé e revelação espiritual, não apenas raciocínio carnal.
Aplicação Prática
O cristão é chamado a crer nas verdades espirituais reveladas por Cristo, mesmo que transcendam a compreensão humana imediata. Devemos buscar a revelação do Espírito para discernir as profundas verdades da Palavra de Deus e manter a fé na divindade de Jesus, sua obra consumada e seu retorno prometido.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar as palavras de Jesus sobre "comer sua carne e beber seu sangue" de forma literal, como se Ele estivesse propondo um ato canibalístico, pois o próprio Jesus esclarece que "o espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita" (João 6:63). Também não se deve isolar a ascensão de seu propósito redentivo, que é parte integrante da obra de Cristo.
Referências Citadas
João 6:33, João 6:38, João 6:51, João 6:60-61, João 6:63, João 14:16, João 16:7, Daniel 7:13-14