Jesus responde a Marta, afirmando que seu irmão, Lázaro, ressuscitaria.
Explicação Histórica
A expressão "há de ressuscitar" traduz o grego ἀναστήσεται (anastēsetai), um futuro indicativo de *anistēmi*, que significa "levantar-se" ou "erguer-se". Embora possa se referir à ressurreição geral no último dia, no contexto imediato, antecipa a restauração física de Lázaro à vida por meio do poder de Jesus, demonstrando Sua autoridade sobre a morte.
Interpretação Doutrinária
Este versículo consolida a doutrina da ressurreição dos mortos, um pilar da fé cristã e pentecostal. Ele manifesta a autoridade de Jesus sobre a morte e a promessa de vida eterna para os crentes, sendo um prenúncio da ressurreição de Cristo e da futura ressurreição dos justos. A afirmação revela que Jesus é o Senhor da vida, capaz de operar tanto a ressurreição final quanto a manifestação imediata de Seu poder.
Aplicação Prática
Para o cristão hoje, esta afirmação traz consolo e esperança diante da perda e da morte, reafirmando que em Cristo há a promessa da ressurreição. Encoraja a crer no poder de Jesus para transformar situações de desespero e a confiar em Sua soberania sobre a vida e a morte, buscando uma vida de santificação na expectativa da ressurreição futura.
Precauções de Leitura
É crucial não isolar este versículo da declaração subsequente de Jesus em João 11:25-26, onde Ele se apresenta como "a ressurreição e a vida". Interpretar a fala de Jesus como meramente uma ressurreição futura e distante, sem reconhecer o poder presente dEle, desconsidera o propósito imediato do milagre de Lázaro e a revelação completa da identidade de Cristo.