"Mas tu ó Senhor sabes todo o seu conselho contra mim para matar-me não perdoes a sua maldade nem apagues o seu pecado de diante da tua face mas tropecem diante de ti trata-os assim no tempo da tua ira"
Textus Receptus
"Contudo, SENHOR, tu conheces todos os seus conselhos contra mim, para matar-me. Não perdoes a iniquidade deles, nem apague o seu pecado de tua vista, porém sejam eles derrubados diante de ti. Procede desta forma com eles no tempo de tua ira."
Jeremias clama ao Senhor por justiça divina face à conspiração de seus inimigos que buscavam sua morte.
Explicação Histórica
O termo 'conselho' (eetsah) refere-se a um plano ou conspiração deliberada. A petição de não perdoar não é uma negação do perdão divino, mas um apelo pela aplicação da justiça retributiva de Deus frente à impenitência pública dos opositores do profeta.
Interpretação Doutrinária
Este texto sublinha a soberania absoluta de Deus como Juiz. A fé pentecostal entende que, embora o cristão deva perdoar seus ofensores, o profeta, em sua função ministerial de arauto do juízo, entrega a causa e a execução da justiça nas mãos de Deus, que não se deixa escarnecer.
Aplicação Prática
Em momentos de perseguição injusta ou oposição ao ministério, o crente deve depositar sua causa nas mãos do Senhor, confiando que Ele conhece todas as intenções ocultas e agirá no tempo certo conforme Sua justiça.
Precauções de Leitura
Não se deve usar este versículo para justificar sentimentos de vingança pessoal, pois o Novo Testamento ordena o amor aos inimigos; o texto reflete o clamor de um profeta sob ataque direto por cumprir sua missão divina.