"MAS agora assim diz o Senhor que te criou ó Jacó e que te formou ó Israel Não temas porque eu te remi chamei-te pelo teu nome tu és meu"
Textus Receptus
"Porém, agora, assim diz o SENHOR que te criou, ó Jacó; e aquele que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te redimi. Eu te chamei pelo teu nome. Tu és meu."
Deus assegura ao Seu povo, Israel, que Ele é o seu Criador e Redentor, chamando-os pelo nome e declarando-os como Seus, removendo assim o medo.
Explicação Histórica
O verbo hebraico 'bara' (criou) enfatiza a soberania de Deus como o originador de tudo, incluindo a nação de Israel. 'Yatsar' (formou) denota o cuidado e a intenção divina em moldar Israel. 'Ga'al' (remi) significa redimir, resgatar, indicando que Deus comprou Seu povo para Si. 'Qara b'shem' (chamei-te pelo teu nome) é uma expressão de intimidade e posse, como um pastor que conhece suas ovelhas. A afirmação 'ata li' (tu és meu) solidifica essa relação de propriedade e pertencimento.
Interpretação Doutrinária
Este versículo é uma poderosa declaração da doutrina da eleição e redenção divina. Confirma que a relação de Deus com Israel não se baseia em méritos humanos, mas na iniciativa soberana de Deus, que cria e resgata Seu povo. Reforça a exclusividade da salvação através da obra redentora de Deus, antecipando a redenção final em Cristo. A posse de Deus sobre Seu povo é um testemunho da Sua fidelidade e do Seu plano eterno. Isaías 43:1, 3, 14, 21 reflete a natureza de Deus como Salvador e Redentor de Israel.
Aplicação Prática
Os crentes devem firmar-se na certeza de que Deus os criou e os remiu por meio de Jesus Cristo. Diante das adversidades e temores, devem lembrar que são propriedade de Deus, conhecidos pelo nome, e que Ele os sustentará em Sua fidelidade. A confiança na redenção divina traz paz e segurança, capacitando o cristão a viver livre do medo.
Precauções de Leitura
Evitar interpretar a 'redenção' aqui apenas como libertação física do cativeiro babilônico, ignorando seu significado espiritual e redentor mais amplo. Não isolar a ideia de 'criação' e 'formação' de Israel para negar a criação de todas as coisas por Deus. A posse de Deus sobre Israel não deve ser usada para justificar fatalismo, mas para afirmar a segurança do crente em Cristo.