"AI de ti despojador que não foste despojado e que obras perfidamente contra os que não obraram perfidamente contra ti acabando tu de despojar serás despojado e acabando tu de tratar perfidamente perfidamente te tratarão"
Textus Receptus
"Ai de ti que devasta e tu não foste devastado, e negocias traiçoeiramente e eles não negociam traiçoeiramente contigo! Quando tu parares de devastar tu serás devastado e quando tu colocares um fim ao negociar traiçoeiramente eles negociarão traiçoeiramente contigo."
O versículo declara uma profecia de juízo divino contra um opressor que roubou e agiu deslealmente, assegurando que ele, por sua vez, será despojado e tratado com a mesma perfídia.
Explicação Histórica
O termo 'AI' (hebraico: 'hoy') expressa uma exclamação de lamento ou condenação divina. 'Despojador' (hebraico: 'shalal') refere-se àquele que rouba ou saqueia. A frase 'que não foste despojado' indica que o agressor agiu com impunidade. 'Obras perfidamente contra' (hebraico: 'bagadta beba-gôdôth') descreve a traição, a deslealdade ou o engano. A inversão final 'acabando tu de despojar, serás despojado' e 'acabando tu de tratar perfidamente, perfidamente te tratarão' estabelece o princípio de retribuição divina e justiça.
Interpretação Doutrinária
Este versículo reitera a soberania de Deus sobre as nações e a Sua justiça inabalável. Ele demonstra que Deus não tolera a opressão e a perfídia e que a transgressão humana resultará em juízo divino. Para a CCB, isso reforça a crença na retribuição divina, onde Deus, em Sua justiça, intervém para punir os ímpios e proteger os Seus, culminando na supremacia do Seu Reino.
Aplicação Prática
Os crentes devem confiar que Deus é justo e que toda injustiça e perfídia serão, em última instância, julgadas por Ele. Devemos evitar o espírito de opressão e deslealdade em nossas vidas, buscando agir com retidão e fidelidade em todas as nossas relações, confiando na vindicação divina.
Precauções de Leitura
Não se deve isolar este versículo para justificar vingança pessoal ou ações de retaliação, pois a justiça e a retribuição pertencem a Deus. A aplicação principal é a confiança na justiça divina e a busca pela retidão pessoal, não a imitação das ações pecaminosas dos ímpios.