O versículo expressa a intenção dos crentes de avançar para a maturidade espiritual, com a ressalva fundamental de que essa progressão depende da permissão e vontade de Deus.
Explicação Histórica
A frase "E isto faremos" (kai touto poiēsomen) indica uma resolução e um propósito ativo por parte dos crentes em buscar o amadurecimento espiritual mencionado nos versículos anteriores. A condição "se Deus o permitir" (eanper epiteprépē ho Theos) é uma expressão que denota humildade e dependência da vontade divina. Não é uma incerteza sobre a capacidade de Deus, mas um reconhecimento de que toda ação e progresso espiritual humano são condicionados à Sua soberana permissão e graça, como se vê em Tiago 4:15, onde se adverte contra planos independentes da vontade de Deus.
Interpretação Doutrinária
Este versículo consolida a doutrina pentecostal/CCB da soberania de Deus e da necessidade da dependência humana em todas as esferas da vida cristã, incluindo o progresso espiritual. Embora haja uma responsabilidade do crente em buscar a santificação e a perfeição (Hebreus 6:1), o verdadeiro avanço é capacitado e permitido pela graça e vontade de Deus. Isso enfatiza que a busca pela maturidade e pelos dons espirituais não é um esforço puramente humano, mas uma jornada guiada e autorizada pelo Espírito Santo, sempre alinhada ao propósito divino.
Aplicação Prática
O cristão deve ter um coração resoluto em buscar aprofundamento na fé e na vida com Cristo, não se contentando com os ensinos elementares. Contudo, essa busca deve ser feita com humildade e constante oração, submetendo todos os planos e desejos à permissão e direção de Deus, confiando que Ele capacitará o verdadeiro progresso espiritual segundo a Sua boa vontade.
Precauções de Leitura
Deve-se evitar interpretar 'se Deus o permitir' como um fatalismo passivo que anula a responsabilidade do crente em buscar ativamente o crescimento. Não se trata de uma desculpa para a inação, mas de um reconhecimento da soberania divina que deve permear toda a conduta e aspiração espiritual. Também não se deve usar esta frase para justificar a falta de empenho na santificação, como se a permissão de Deus fosse arbitrária e não alinhada ao Seu desejo de ver Seus filhos crescerem.