"E o Senhor cheirou o suave cheiro e disse o Senhor em seu coração Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice nem tornarei mais a ferir todo o vivente como fiz"
Textus Receptus
"E o SENHOR cheirou um aroma doce, e o SENHOR disse em seu coração: Eu não amaldiçoarei novamente a terra por causa do homem; pois a imaginação do coração do homem é má desde a sua juventude. Tampouco eu ferirei novamente toda coisa vivente, como o fiz."
Deus aceita o sacrifício de Noé como um ato de adoração e estabelece um compromisso de preservação da terra, apesar da pecaminosidade inerente ao ser humano.
Explicação Histórica
A expressão 'cheirou o suave cheiro' é uma linguagem antropomórfica que indica o agrado de Deus pela obediência e gratidão de Noé. O termo 'imaginação' (yetser) refere-se à inclinação ou propósito íntimo do ser humano, reconhecendo que, após a queda, a natureza humana é naturalmente inclinada ao mal desde a infância.
Interpretação Doutrinária
O texto revela a longanimidade de Deus, que sustenta o mundo sob graça comum, garantindo a oportunidade para o arrependimento humano. A depravação humana atestada aqui reforça a necessidade absoluta da regeneração pelo sangue de Cristo, o sacrifício perfeito que Deus verdadeiramente se agrada.
Aplicação Prática
O cristão deve reconhecer sua própria inclinação para o mal e buscar diariamente o revestimento do Espírito Santo e a santificação, pois somente através de uma vida consagrada pode oferecer a Deus um sacrifício de louvor que Ele receba.
Precauções de Leitura
Deve-se evitar interpretar o 'cheiro suave' como se Deus fosse limitado por sentidos físicos, ou entender a promessa de não destruir a terra como uma permissão para o pecado humano sem julgamento final.