"Chegando-se pois o tempo da morte de Israel chamou a José seu filho e disse-lhe Se agora tenho achado graça em teus olhos rogo-te que ponhas a tua mão debaixo da minha coxa e usa comigo de beneficência e verdade rogo-te que me não enterres no Egito"
Textus Receptus
"E chegando-se o tempo que Israel devia morrer. Ele chamou seu filho José, e lhe disse: Se agora eu encontrei graça à tua vista, rogo-te que ponhas tua mão debaixo da minha coxa, e age com bondade e verdade para comigo: Não me enterres, rogo-te, no Egito,"
Jacó, sentindo a proximidade da morte, solicita a José que não o sepulte no Egito, mas que o enterre com seus pais em Canaã.
Explicação Histórica
A expressão 'mão debaixo da coxa' é um ritual de juramento solene referente à linhagem e à aliança abraâmica, enquanto 'beneficência e verdade' (hesed e emet) invoca o compromisso de fidelidade e amor leal. Pedir para não ser enterrado no Egito reflete a recusa em estabelecer raízes permanentes em terra estranha, reafirmando sua fé na promessa divina.
Interpretação Doutrinária
Este ato exemplifica a fé dos patriarcas, que, mesmo vivendo em terra estrangeira, mantinham os olhos fixos na promessa de Deus, ensinando a necessidade de perseverança na fé até o fim e a fidelidade aos mandamentos do Senhor em todas as fases da vida.
Aplicação Prática
O cristão deve viver como peregrino neste mundo, mantendo a convicção das promessas eternas e garantindo que suas últimas disposições reflita sua fidelidade e compromisso com os valores espirituais que regeram sua vida.
Precauções de Leitura
Deve-se evitar interpretações que busquem significados místicos ou esotéricos no ritual da 'mão sob a coxa'; trata-se de um costume cultural de juramento bíblico e não de uma prática litúrgica para os dias atuais.