"Agora pois jura-me aqui por Deus que me não mentirás a mim nem a meu filho nem a meu neto segundo a beneficência que te fiz me farás a mim e à terra onde peregrinaste"
Textus Receptus
"por isso, agora, jura a mim por Deus que não agirás falsamente comigo, nem com meu filho, nem com o filho de meu filho, mas, de acordo com a bondade que eu te fiz, tu farás comigo, e para com a terra na qual peregrinaste."
Abimeleque solicita a Abraão um juramento de fidelidade e lealdade contínua, baseando-se na bondade anteriormente demonstrada pelo patriarca.
Explicação Histórica
O termo hebraico 'chesed' traduzido como beneficência indica um favor benevolente, uma lealdade amorosa. O juramento ('shaba') invoca o nome de Deus como testemunha suprema da veracidade do compromisso, enfatizando a integridade ética exigida de Abraão.
Interpretação Doutrinária
O texto destaca a importância da fidelidade e do testemunho do justo perante os ímpios. O temor de Deus, visível na vida de Abraão, serve como garantia de integridade, confirmando que a conduta do crente deve ser irrepreensível, como convém à santificação e ao serviço a Deus.
Aplicação Prática
O cristão deve ser conhecido por sua palavra honesta e lealdade, refletindo o caráter de Deus em todas as suas relações, garantindo que suas ações sempre testemunhem do Evangelho.
Precauções de Leitura
Deve-se evitar interpretar este juramento como uma simples negociação humana; trata-se do reconhecimento externo da aliança que Deus havia estabelecido com Abraão, não devendo ser usado para justificar pactos desigualados fora da vontade divina.