"E estarão a cargo do príncipe os holocaustos e as ofertas de manjares e as libações nas festas e nas luas novas e nos sábados em todas as solenidades da casa de Israel ele fará a expiação pelo pecado e a oferta de manjares e o holocausto e os sacrifícios pacíficos para fazer expiação pela casa de Israel"
Textus Receptus
"E será a parte do príncipe dar ofertas queimadas, e as ofertas de alimento, e as ofertas de bebidas, nas festas, e nas luas novas, e nos shabats, em todas as solenidades da casa de Israel. Ele preparará a oferta pelo pecado, e a oferta de alimento, e a oferta queimada, e as ofertas de paz, para fazer a reconciliação pela casa de Israel."
O príncipe tem a responsabilidade de oferecer os sacrifícios ordenados pela lei para a expiação dos pecados e a comunhão da casa de Israel nas ocasiões designadas.
Explicação Histórica
O texto descreve as responsabilidades do 'nasi' (príncipe) em relação aos sacrifícios ('olah' - holocausto, 'minchah' - oferta de manjares, 'nesekh' - libação) e às festividades ('mo'ed' - tempo designado/festa, 'chodesh' - lua nova, 'Shabbat' - sábado). Ele também o designa para realizar os atos de expiação pelo pecado ('chatat' - sacrifício pelo pecado) e os sacrifícios de comunhão ('shelamim' - sacrifícios pacíficos), com o propósito de reconciliação ('kaphar' - fazer expiação) pela 'bet-Israel' (casa de Israel).
Interpretação Doutrinária
Este texto, embora descreva um sistema sacrificial sob um príncipe terreno, aponta para a necessidade universal de expiação e sacrifício. Na teologia da CCB, este sistema prenuncia a obra redentora de Jesus Cristo, o verdadeiro Sumo Sacerdote e Cordeiro de Deus, que realizou a expiação definitiva pelos pecados. A responsabilidade do príncipe em oferecer sacrifícios pelo povo ressalta a verdade de que o pecado requer um sacrifício, e a graça de Deus provê este sacrifício em Cristo para todos os que creem.
Aplicação Prática
Embora os rituais descritos não sejam mais praticados literalmente, o princípio de que a expiação pelo pecado é necessária e provida por Deus através de Cristo é eterno. Devemos reconhecer a suficiência do sacrifício de Jesus e viver em santificação, buscando a paz com Deus através Dele e oferecendo a Ele o sacrifício de louvor contínuo.
Precauções de Leitura
Evitar a interpretação literalista e antinomista deste capítulo, entendendo-o como uma descrição simbólica e profética do sistema sacrificial e da liderança, que encontra seu cumprimento em Cristo e na Nova Aliança. Não se deve tentar reintroduzir sacrifícios literais, pois a obra expiatória foi completada por Jesus.