Após a conversa com Faraó, Moisés e Aarão saíram e Moisés clamou ao Senhor para remover a praga das rãs que afligia o Egito.
Explicação Histórica
A expressão 'Então saiu Moisés e Aarão de Faraó' indica que a ação de Moisés de orar ocorre logo após uma interação direta com o rei. O verbo 'clamou' (Hebraico: צָעַק, *tsa'aq*) denota um grito, uma súplica intensa e urgente a Deus. 'Por causa das rãs que tinha posto sobre Faraó' refere-se à praga que Deus, através de Moisés, havia trazido sobre o Egito, afetando Faraó e toda a nação.
Interpretação Doutrinária
Este texto consolida a doutrina da soberania divina sobre a criação e a eficácia da oração intercessória. Deus, que trouxe a praga como juízo, também responde ao clamor de Seu servo, mostrando Sua capacidade de controlar e reverter as circunstâncias. A oração de Moisés exemplifica a autoridade espiritual concedida aos servos de Deus e a importância de clamar ao Senhor em momentos de aflição, alinhando-se à crença pentecostal na atualidade do poder de Deus e na intercessão.
Aplicação Prática
O cristão deve buscar a Deus fervorosamente em oração, especialmente em intercessão por livramento e resolução de problemas, confiando que o Senhor ouve e responde ao clamor dos Seus servos. É um lembrete para sermos instrumentos da vontade de Deus, agindo com fé e obediência em todas as circunstâncias.
Precauções de Leitura
Deve-se evitar interpretar este 'clamar' como um ato de manipulação divina ou um poder inerente a Moisés. A oração foi eficaz porque estava alinhada à vontade soberana de Deus para a libertação de Israel e foi uma resposta a um pedido de Faraó, parte do plano divino. Não se deve isolar a oração de Moisés do contexto maior do juízo e da redenção de Deus.