"Vindo pois Moisés e contando ao povo todas as palavras do Senhor e todos os estatutos então o povo respondeu a uma voz e disseram Todas as palavras que o Senhor tem falado faremos"
Textus Receptus
"E Moisés veio e disse ao povo todas as palavras do SENHOR, e todos os juízos. E todo o povo respondeu a uma voz e disse: Todas as palavras que o SENHOR disse nós faremos."
Moisés transmitiu ao povo todas as palavras e estatutos do Senhor, e o povo respondeu em uníssono, comprometendo-se a obedecer a tudo que o Senhor havia falado.
Explicação Histórica
A expressão 'todas as palavras do Senhor, e todos os estatutos' refere-se ao corpo de leis recém-reveladas por Deus a Moisés no Sinai, englobando os princípios morais e as ordenanças civis e religiosas. 'O povo respondeu a uma voz' denota uma unanimidade e um compromisso coletivo e solene. A declaração 'Todas as palavras, que o Senhor tem falado, faremos' é uma promessa de obediência irrestrita, indicando a aceitação da aliança proposta por Deus.
Interpretação Doutrinária
Este texto reforça a autoridade suprema da Palavra de Deus como guia para a vida. A pronta e unânime aceitação do povo ilustra a resposta esperada à revelação divina: um compromisso incondicional com a obediência. Embora sob a Antiga Aliança, a disposição para 'fazer' as palavras do Senhor reflete a importância da santificação e da vida reta, pilares da fé pentecostal, que enfatizam uma fé que se manifesta em obras de obediência e uma vida transformada.
Aplicação Prática
Aos cristãos de hoje, este versículo exorta à escuta atenta e à obediência plena à Palavra de Deus revelada. Assim como o povo de Israel, somos chamados a um compromisso inegociável com os ensinamentos divinos, buscando vivê-los integralmente como demonstração de nossa fé e amor a Deus, fortalecendo a comunhão e a unidade no corpo de Cristo.
Precauções de Leitura
É crucial evitar a interpretação deste versículo como uma base para a salvação por obras. Embora a obediência seja vital, a Aliança Mosaica revelou a incapacidade humana de cumpri-la perfeitamente, apontando para a necessidade da graça e do sacrifício expiatório de Cristo para a redenção. A promessa de 'fazer' deve ser vista como um ideal que só é plenamente alcançável pela capacitação do Espírito Santo na Nova Aliança.