"Porque ao homem que é bom diante dele dá Deus sabedoria e conhecimento e alegria mas ao pecador dá trabalho para que ele ajunte e amontoe e o dê ao bom perante a sua face Também isto é vaidade e aflição de espírito"
Textus Receptus
"Porque Deus dá ao homem que é bom aos seus olhos, a sabedoria, o conhecimento e a alegria; mas ao pecador ele dá trabalho, para que ele ajunte, e amontoe, e para que ele, dê o que é bom diante de Deus. Isto também é vaidade e angústia de espírito."
Este versículo contrasta a recompensa divina para os retos (sabedoria, conhecimento e alegria) com a labuta e a acumulação infrutífera dos pecadores, que eventualmente perdem tudo.
Explicação Histórica
O termo 'bom' (heb. 'tov') aqui se refere àqueles que são justos e agradáveis a Deus. 'Sabedoria' (heb. 'chochmah') denota habilidade prática e discernimento; 'conhecimento' (heb. 'da'ath') é a compreensão profunda; e 'alegria' (heb. 'simchah') é a satisfação genuína. Para o 'pecador' (heb. 'chatta'eth'), 'trabalho' (heb. ''amal') indica esforço árduo e sofrimento, e a acumulação ('amontoe') é vista como vã.
Interpretação Doutrinária
Este versículo ensina a soberania de Deus na distribuição de bênçãos e provações. Reforça a doutrina bíblica de que a retidão é recompensada com a aprovação e a alegria divinas, enquanto a persistência no pecado leva à frustração e à futilidade. Ilustra a justiça divina e a realidade da providência, onde Deus concede dons aos que O temem e permite que os ímpios colham os frutos amargos de suas ações. Eclesiastes 2:26, quando lido em conjunto com outros textos, como Salmos 1 e 37, apoia a visão de que Deus recompensa a justiça.
Aplicação Prática
Devemos buscar viver uma vida de retidão e temor a Deus, confiando que Ele nos concederá sabedoria, conhecimento e a verdadeira alegria que provém Dele. Ao mesmo tempo, devemos reconhecer a vaidade e a insatisfação inerentes à vida de pecado, que não traz contentamento duradouro.
Precauções de Leitura
Não se deve interpretar este versículo como uma garantia absoluta de prosperidade material para os justos ou pobreza para os ímpios em todas as circunstâncias, pois a Providência divina opera de maneiras complexas. A 'vaidade' mencionada se refere à natureza transitória e à falta de satisfação última nos bens terrenos acumulados, e não à nulidade da obra em si.