"Não torcerás o juízo não farás acepção de pessoas nem tomarás peitas porquanto a peita cega os olhos dos sábios e perverte as palavras dos justos"
Textus Receptus
"Não perverterás o juízo; não farás acepção de pessoas, nem tomarás um presente, porque um presente cega os olhos do sábio, e perverte as palavras do justo. "
O mandamento divino proíbe o suborno e a parcialidade no julgamento, pois corrompem a justiça e a verdade.
Explicação Histórica
O texto hebraico usa a forma imperativa para proibir claramente a distorção ('torcerás') do julgamento ('mispat'). A expressão 'acepção de pessoas' ('panim nasah') refere-se à parcialidade baseada em status social ou aparência. A 'peita' ('shochad') é um suborno ou presente dado para influenciar indevidamente uma decisão. A frase 'cega os olhos dos sábios' ('yevarem et-einei chachamim') é uma metáfora para a corrupção do discernimento, e 'perverte as palavras dos justos' ('yateh et-divrei tzedakim') indica a distorção da verdade e da retidão.
Interpretação Doutrinária
Este versículo reitera a santidade e a justiça de Deus, que exige integridade e imparcialidade em todas as esferas da vida, especialmente na administração da justiça. Ele fundamenta a necessidade de uma conduta reta e honesta, livre de influências corruptoras, refletindo o caráter justo de Deus que não faz acepção de pessoas. Dt 10:17
Aplicação Prática
O cristão deve agir com retidão e imparcialidade em todas as suas decisões, seja em sua vida pessoal, profissional ou eclesiástica, rejeitando qualquer forma de suborno, favoritismo ou injustiça, e sempre buscando a verdade e a justiça em conformidade com os princípios divinos.
Precauções de Leitura
Evitar interpretar este versículo isoladamente, desconsiderando o contexto da administração da justiça em Israel. Não aplicar a proibição de 'acepção de pessoas' de forma a anular a necessidade de considerar as circunstâncias ou os diferentes papéis dentro da comunidade, mas sim a rejeitar o favoritismo baseado em status ou aparência.