"Então tornará para a sua terra com grande riqueza e o seu coração será contra o santo concerto e fará o que lhe aprouver e tornará para a sua terra"
Textus Receptus
"Então ele retornará à sua terra com grandes riquezas, e o seu coração será contra o santo pacto; e ele fará proezas e retornará para a sua própria terra."
O versículo descreve o retorno de um rei vitorioso para sua terra com vastas riquezas, mas com a intenção de agir contra a aliança sagrada de Deus, fazendo o que lhe aprouver.
Explicação Histórica
'Grande riqueza' (kekhbadh gadhol) refere-se aos despojos e ganhos da campanha militar. A expressão 'o seu coração será contra o santo concerto' (libbô 'al-berît qodesh) indica que a intenção e a vontade do rei são contrárias à aliança de Deus com Israel, significando hostilidade religiosa e não apenas política. 'Fará o que lhe aprouver' (ve'asah) demonstra sua autonomia e falta de reverência por leis divinas ou humanas em suas ações contra o concerto.
Interpretação Doutrinária
Este texto ilustra a constante oposição do mundo caído contra a soberania de Deus e Seus desígnios. A prosperidade material (grande riqueza) do ímpio não impede sua hostilidade contra o 'santo concerto', que representa a aliança de Deus com Seu povo, antecipando a Nova Aliança em Cristo. Revela a depravação humana que se levanta contra a Palavra de Deus, mas sob a predeterminação divina que revela tais eventos profeticamente, demonstrando que Deus tem o controle final sobre a história.
Aplicação Prática
Diante da ostentação do poder mundano e da oposição ao Evangelho, o cristão deve permanecer fiel ao 'santo concerto', que é a Nova Aliança em Cristo. Deve-se buscar a santificação e a direção do Espírito Santo para discernir as intenções malignas do mundo e resistir a toda investida contra a fé, confiando que a soberania de Deus prevalece acima de todo o poder temporal.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar a 'grande riqueza' como uma aprovação divina, nem isolar este versículo do contexto maior da profecia sobre o conflito entre as potências mundiais e o povo de Deus. Deve-se evitar uma interpretação puramente histórica, reconhecendo o padrão profético que aponta para futuras manifestações de hostilidade contra o povo de Deus e a Igreja, como na figura do Anticristo, sem cair em especulações não-bíblicas.