Este versículo declara que a identificação com a morte de Cristo leva à participação em Sua vida ressurreta.
Explicação Histórica
'Palavra fiel' (pistos ho logos) introduz uma verdade doutrinária central e confiável, comum nas epístolas pastorais. 'Se morrermos com ele' (ei gar synapethanomen) refere-se a uma identificação profunda com a morte de Cristo, não apenas física, mas principalmente espiritual, ou seja, morrer para o pecado e para o velho homem, como simbolizado no batismo (Romanos 6:3-4). 'Também com ele viveremos' (kai syzēsomen) denota a participação na vida ressurreta de Cristo, tanto a nova vida espiritual presente quanto a vida eterna futura e a glorificação.
Interpretação Doutrinária
Conforme a doutrina pentecostal clássica, este texto afirma a união vital do crente com Cristo. O 'morrer com Ele' é essencial para a santificação, implicando em crucificar a carne e viver em obediência. Essa morte espiritual não é apenas um evento passado, mas um processo contínuo de negação do eu, que habilita o crente a experimentar a plenitude da vida de Cristo, incluindo a atualidade dos dons espirituais e a esperança da ressurreição e vida eterna. A identificação com Cristo em Sua morte é a condição para desfrutar de Sua vida e glória.
Aplicação Prática
O cristão deve buscar uma vida de constante entrega e renúncia ao mundo e ao pecado, permitindo que a morte de Cristo opere em sua natureza humana. Deve abraçar as dificuldades e sofrimentos por amor a Cristo, confiante de que essa fidelidade resultará em uma vida espiritual abundante e na promessa da vida eterna com Ele.
Precauções de Leitura
Deve-se evitar a interpretação de 'morrer com ele' estritamente como martírio físico, embora possa incluí-lo, perdendo o sentido mais amplo de morte para o pecado e identificação espiritual. Não se deve também dissociar o 'morrer' do 'viver', pois um é condição para o outro; a nova vida em Cristo é resultado de uma verdadeira morte para o eu e para o mundo.