"E levantou-se Davi e partiu com todo o povo que tinha consigo de Baalim de Judá para levarem dali para cima a arca de Deus sobre a qual se invoca o nome o nome do Senhor dos exércitos que se assenta entre os querubins"
Textus Receptus
"E Davi se levantou, e foi com todo o povo que estava com ele a Baalim de Judá, para trazer de lá a arca de Deus, cujo nome é chamado pelo nome do SENHOR dos Exércitos que habita entre os querubins. "
Davi e todo o povo de Judá partiram para transportar a Arca de Deus, que representava a manifesta presença do Senhor dos Exércitos entronizado sobre os querubins.
Explicação Histórica
A expressão 'Baalim de Judá' refere-se a um local, identificado em 1 Crônicas 13:6 como Quiriate-Jearim (também Baalá), onde a Arca permaneceu por décadas. A 'arca de Deus' era o principal símbolo da presença divina e da aliança com Israel. A frase 'sobre a qual se invoca o nome, o nome do Senhor dos exércitos' destaca que a Arca não era um objeto de adoração, mas o ponto focal da invocação e manifestação de Yahweh Sabaoth, o Deus soberano. A menção 'que se assenta entre os querubins' aponta para o propiciatório, a tampa da Arca, onde dois querubins flanqueavam o trono simbólico de Deus (Êxodo 25:18-22).
Interpretação Doutrinária
Este texto enfatiza a importância da presença de Deus entre o Seu povo e a reverência devida ao Seu nome. Para a fé pentecostal, a busca pela manifestação da presença divina, hoje concretizada pelo Espírito Santo (João 14:16-17), é essencial. A dedicação de Davi em trazer a Arca simboliza a busca constante da igreja pela glória e pelo poder de Deus, invocando o nome do Senhor com santidade e reconhecimento de Sua soberania (Filipenses 2:9-11).
Aplicação Prática
O cristão deve buscar com diligência a presença do Senhor em sua vida e na congregação, cultivando um profundo temor e reverência pelo nome de Deus e pela Sua Palavra, que é a Sua vontade para nós.
Precauções de Leitura
É vital não cair na idolatria de objetos ou rituais, pois a Arca era um símbolo da presença de Deus, não Deus em si. A aproximação ao sagrado deve seguir as ordenanças divinas, como se verá na subsequente morte de Uzá (2 Samuel 6:6-7), que adverte contra a irreverência e a desobediência nos atos de culto.
Referências Citadas
1 Crônicas 13:6, Êxodo 25:18-22, João 14:16-17, Filipenses 2:9-11, 2 Samuel 6:1, 2 Samuel 6:6-7