"Toda a oração e toda a súplica que qualquer homem fizer ou todo o teu povo Israel conhecendo cada um a sua praga e a sua dor e estendendo as suas mãos para esta casa"
Textus Receptus
"então qualquer que seja a oração ou súplica que for feita por qualquer homem, ou de todo o teu povo Israel, quando cada um conhecer a sua própria ferida e a sua própria angústia, e estender as suas mãos nesta casa; "
O versículo descreve a especificidade e a amplitude das súplicas e orações que podem ser dirigidas a Deus, com Israel clamando em reconhecimento de suas aflições pessoais diante da Casa de Deus.
Explicação Histórica
A frase 'conhecendo cada um a sua praga e a sua dor' (em hebraico, 'yada et magafav u'mako' - 'conhecendo sua praga e sua dor') destaca a autoconsciência da aflição individual. 'Estendendo as suas mãos' (em hebraico, 'natan yadav' - 'dando suas mãos') é um gesto comum de súplica e intercessão em oração. A referência à 'esta casa' aponta para o Templo recém-construído.
Interpretação Doutrinária
Este versículo reforça a doutrina da soberania e onisciência de Deus, que conhece as aflições de cada indivíduo. Ele também sublinha a importância da oração e da busca pela misericórdia divina, ligada à fé em Cristo e à Sua obra redentora, representada simbolicamente pelo Templo. A necessidade de um reconhecimento pessoal do pecado e da dor é um pré-requisito para a busca de Deus.
Aplicação Prática
Devemos apresentar a Deus nossas orações e súplicas com sinceridade, reconhecendo nossas próprias fraquezas e pecados. A oração deve ser feita com fé, confiando que Deus ouve e atende àqueles que se voltam para Ele em busca de socorro, especialmente através da fé em Jesus Cristo, nosso Sumo Sacerdote e Templo.
Precauções de Leitura
Não se deve isolar este versículo para sugerir que a oração é eficaz apenas quando feita no Templo físico ou que os gestos físicos são mais importantes que a sinceridade do coração. O foco principal é a atitude de humildade e dependência de Deus.