"E eis que a teus servos os cortadores que cortarem a madeira darei vinte mil coros de trigo malhado e vinte mil coros de cevada e vinte mil batos de vinho e vinte mil batos de azeite"
Textus Receptus
"E, eis que darei aos teus servos, os talhadores que cortam madeira, vinte mil medidas de trigo batido, e vinte mil medidas de cevada, e vinte mil batos de vinho, e vinte mil batos de azeite."
O Rei Salomão estabelece um sistema de remuneração para os trabalhadores que cortam madeira e realizam outros serviços para a construção do Templo, usando bens essenciais como trigo, cevada, vinho e azeite.
Explicação Histórica
O texto descreve uma remuneração em espécie (alimento e bebida) para os 'cortadores' (geralmente interpretados como trabalhadores da madeira, como os cedros do Líbano mencionados anteriormente). As unidades de medida 'coro' (hebraico: 'kor') e 'bato' (hebraico: 'bat') eram unidades de volume significativas para grãos e líquidos, respectivamente. A quantidade especificada (vinte mil de cada item) aponta para a magnitude do projeto e a necessidade de sustentar uma força de trabalho considerável.
Interpretação Doutrinária
Este versículo ilustra a importância da administração fiel e provisão para a obra de Deus. Assim como Salomão providenciou sustento para os trabalhadores do Templo, a igreja de hoje, como o templo do Espírito Santo (1 Coríntios 3:16), deve ser provida e sustentada por seus membros para a edificação do corpo de Cristo. Também reflete o princípio de que 'digno é o obreiro do seu salário' (1 Timóteo 5:18), incentivando a justa remuneração e o cuidado com aqueles que servem na obra do Senhor.
Aplicação Prática
Todo servo de Deus que se dedica à obra do Senhor deve ser sustentado adequadamente. Da mesma forma, os crentes são exortados a sustentar a obra de Deus e seus obreiros com generosidade, pois Deus abençoa a liberalidade e o cuidado com aqueles que servem.
Precauções de Leitura
Não se deve isolar este versículo para justificar um sistema de pagamento excessivo ou para criar uma dependência material exagerada, nem para desconsiderar a remuneração justa dos obreiros da obra de Deus. O foco deve ser a provisão e o sustento da obra divina.