"Então Asa tomou toda a prata e ouro que ficara nos tesouros da casa do Senhor e os tesouros da casa do rei e os entregou nas mãos de seus servos e o rei Asa os enviou a Benadade filho de Tabrimom filho de Heziom rei da Síria que habitava em Damasco dizendo"
Textus Receptus
"Então, Asa tomou toda a prata e o ouro que foram deixados nos tesouros da casa do SENHOR, e os tesouros da casa do rei, e os entregou na mão dos seus servos; e o rei Asa os enviou para Ben-Hadade, o filho de Tabrimom, o filho de Heziom, rei da Síria, que habitava em Damasco, dizendo:"
O rei Asa, em um momento de crise militar contra Israel, recorre ao tesouro do Templo e ao tesouro real para subornar o rei da Síria.
Explicação Histórica
O termo 'tomou' (laqach) indica uma ação deliberada de esvaziamento dos depósitos sagrados. A descrição genealógica de Benadade, filho de Tabrimom, estabelece a legitimidade e o poder da dinastia síria de Damasco como uma potência regional relevante naquele período.
Interpretação Doutrinária
A atitude de Asa exemplifica o perigo da confiança no braço carnal e em recursos materiais diante das tribulações, desviando-se da dependência absoluta em Deus que marcou o início do seu reinado. A doutrina bíblica enfatiza que as bênçãos e proteções divinas não devem ser substituídas por manobras humanas.
Aplicação Prática
O cristão deve vigiar para não sacrificar o que é consagrado ao Senhor em busca de soluções rápidas ou conveniências humanas quando enfrentar lutas, buscando sempre primeiro a direção de Deus em oração.
Precauções de Leitura
Evite interpretar este ato como uma aprovação de Deus; o texto apenas registra o fato histórico, sendo que o profeta Hanani posteriormente reprovou Asa por confiar no rei da Síria em vez de confiar no Senhor.