"E disse Davi a Salomão seu filho Esforça-te e tem bom ânimo e obra não temas nem te apavores porque o Senhor Deus meu Deus há de ser contigo não te deixará nem te desamparará até que acabes toda a obra do serviço da casa do Senhor"
Textus Receptus
"E Davi disse a Salomão, o seu filho: Sê forte e de boa coragem, e faz isto; não temas, não te apavores, porque o SENHOR Deus, o meu Deus,estará contigo; ele não te faltará; tampouco te abandonará, até que tenhas terminado toda a obra para o serviço da casa do SENHOR. "
Davi exorta Salomão a ser forte e corajoso na obra de Deus, assegurando-lhe a contínua presença e auxílio divino até a conclusão da tarefa.
Explicação Histórica
A exortação 'Esforça-te e tem bom ânimo' (em hebraico, 'Chazaq ve'ematz') é uma expressão enfática de encorajamento. 'Obra' ('aseh') é um imperativo para agir. As advertências 'não temas, nem te apavores' ('al-tiras, ve'al-tefagad') visam dissipar qualquer medo ou hesitação. A promessa 'o Senhor Deus, meu Deus, há de ser contigo' ('Yehovah Elohim, Elohai, 'immahk') é a base do encorajamento, significando que Deus estará ao seu lado. A garantia de que Ele 'não te deixará, nem te desamparará' ('lo-'azbebekha, ve'lo-'esh'otekha') reforça a fidelidade divina na execução da tarefa até o fim ('kol-melaket 'avodat beyt-Yehovah').
Interpretação Doutrinária
Este texto fundamenta a doutrina da soberania e fidelidade de Deus na Sua obra. A necessidade de esforço e bom ânimo por parte do servo, aliada à certeza da presença e auxílio de Deus, reflete a cooperação entre a vontade humana e a capacitação divina, um princípio essencial na vida cristã e na edificação da Igreja. Salienta a importância da obediência e da confiança em Deus, mesmo diante de grandes desafios, como requerido no serviço ao Senhor.
Aplicação Prática
Todo servo de Deus, ao ser chamado para uma tarefa em Sua obra, deve se esforçar, ter bom ânimo e não temer, confiando que o Senhor estará conosco, nos sustentando e capacitando até que a obra seja completa, seja ela qual for.
Precauções de Leitura
Não interpretar o encorajamento como desculpa para inércia; a iniciativa humana (esforço, obra) é indispensável. A promessa de presença divina não anula a necessidade de vigilância e fé ativa diante dos desafios.