"Todavia para nós há um só Deus o Pai de quem é tudo e para quem nós vivemos e um só Senhor Jesus Cristo pelo qual são todas as coisas e nós por Ele"
Textus Receptus
"todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas, e nós nele; e um Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele. "
O versículo declara a crença cristã fundamental em um só Deus, o Pai, como a origem de tudo, e em um só Senhor, Jesus Cristo, como o mediador da criação e da nossa existência.
Explicação Histórica
'Todavia para nós' estabelece um contraste direto com a perspectiva pagã. 'Um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos' afirma a soberania do Pai como Criador e propósito final. 'E um só Senhor, Jesus Cristo' confere a Jesus o título divino de 'Senhor' (Kyrios), indicando autoridade e divindade. 'Pelo qual são todas as coisas' aponta para Jesus como o agente e mediador na criação (João 1:3; Colossenses 1:16). 'E nós por Ele' sublinha nossa existência, salvação e propósito de vida originados e sustentados por Cristo.
Interpretação Doutrinária
Este versículo consolida a doutrina da unidade de Deus (monoteísmo) ao apresentar o Pai como a fonte última e Jesus Cristo como o único Senhor e mediador. Ele reafirma a divindade de Jesus, a quem é atribuída a criação e a quem os crentes devem sua existência e redenção. A CCB crê na unicidade de Deus e na divindade de Jesus Cristo, por Quem exclusivamente se obtém salvação e vida eterna (Atos 4:12), refletindo o caráter central de Cristo em nossa fé e vida.
Aplicação Prática
Como crentes, devemos manter nossa fé e devoção exclusivamente no único Deus, o Pai, e no único Senhor, Jesus Cristo. Isso implica viver para Ele, reconhecendo Sua soberania e o papel central de Cristo em nossa salvação e em toda a criação, cultivando uma vida de obediência e gratidão, e rejeitando qualquer forma de idolatria ou sincretismo.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar 'um só Deus, o Pai' de forma a negar ou diminuir a divindade de Jesus Cristo. O texto diferencia os papéis do Pai e do Filho dentro da divindade, não sua essência. Também se deve evitar isolar este versículo do contexto da idolatria e da consciência, pois sua função é fornecer a base teológica para as diretrizes éticas sobre o alimento sacrificado a ídolos.