O apóstolo Paulo declara sua indiferença em ser avaliado ou julgado por seres humanos, e também se abstém de julgar a si mesmo, demonstrando que sua verdadeira medida provém de Deus.
Explicação Histórica
A expressão 'mui pouco se me dá' (em grego, ολιγον μοι μελει - *oligon moi melei*) indica que o julgamento humano tem pouca ou nenhuma importância para Paulo. O termo 'julgado' (ανακρινω - *anakrinō*) significa examinar, investigar, inquirir ou julgar, referindo-se a um escrutínio da conduta. A frase 'nem eu tão pouco a mim mesmo me julgo' complementa, indicando que Paulo não confia nem em sua própria capacidade de autoavaliar sua fidelidade de forma definitiva, pois a percepção humana é falha e limitada.
Interpretação Doutrinária
A interpretação pentecostal clássica deste texto salienta a soberania de Deus como o único Juiz justo e infalível. Ministros e crentes são chamados a buscar a aprovação do Senhor, vivendo em santidade e fidelidade, cientes de que a verdadeira recompensa e avaliação de seu serviço não vêm dos homens, mas de Cristo Jesus. Este versículo reforça a doutrina da prestação de contas a Deus, onde a integridade e a motivação do coração são discernidas por Ele, e não pela superficialidade do julgamento humano.
Aplicação Prática
O crente deve cultivar uma vida de obediência e serviço a Deus, sem se deixar abalar ou desviar pelo aplauso, pela crítica ou pelo julgamento humano. O foco deve ser em agradar ao Senhor, aguardando que Ele, em Sua justiça, revele a verdade e a fidelidade do coração de cada um.
Precauções de Leitura
Deve-se evitar interpretar este versículo como uma justificativa para ignorar a prestação de contas legítima ou a disciplina eclesiástica quando devida. Paulo não está negando a necessidade de supervisão ou correção, mas está desconsiderando o julgamento final de sua fidelidade e mérito que compete unicamente a Deus. O texto não promove arrogância ou insubordinação, mas a confiança no julgamento divino sobre o falível julgamento humano.