"E há corpos celestes e corpos terrestres mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres"
Textus Receptus
"Há também corpos celestes, e corpos terrestres, mas a glória dos celestes é uma, e a glória dos terrestres é outra. "
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Texto Central
Paulo estabelece a existência de corpos celestes e terrestres, cada um possuindo uma glória distinta, como parte de sua argumentação sobre a natureza do corpo ressurreto.
Explicação Histórica
A expressão 'corpos celestes' (sōmata epourania) refere-se a corpos relacionados com o céu, implicando uma natureza superior ou glorificada, enquanto 'corpos terrestres' (sōmata epigeia) denota os corpos mortais e terrenos que possuímos atualmente. A palavra 'glória' (doxa) aqui não se refere meramente a honra ou esplendor visível, mas à essência intrínseca, à qualidade e ao caráter distinto de cada tipo de corpo. Paulo enfatiza que há uma diferença fundamental na 'glória' ou natureza entre o corpo mortal e o corpo que será recebido na ressurreição.
Interpretação Doutrinária
A doutrina pentecostal/CCB, baseada neste texto, afirma a realidade da ressurreição corporal e a transformação dos crentes. A distinção entre 'glória dos celestes' e 'glória dos terrestres' ilustra que o corpo ressurreto não será simplesmente o mesmo corpo mortal revivido, mas um corpo transformado, glorificado, imperecível e espiritual (1 Coríntios 15:42-44), adequado à eternidade e à presença de Deus. Isso consolida a esperança pentecostal da redenção completa do ser humano, incluindo o corpo, pela obra de Cristo.
Aplicação Prática
O crente deve viver na esperança da ressurreição e da futura glorificação de seu corpo, reconhecendo que, embora o corpo atual seja perecível, ele é um instrumento para servir a Deus. Essa esperança deve motivar a busca pela santificação em todas as áreas da vida, sabendo que a glória celestial aguarda aqueles que perseveram na fé e no arrependimento por meio de Cristo Jesus.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar 'corpos celestes' como uma referência a anjos ou a uma doutrina de reencarnação, mas sim ao corpo transformado e glorificado dos crentes ressuscitados, conforme o argumento central de 1 Coríntios 15. Não se deve também usar o versículo para estabelecer hierarquias espirituais ou sociais na vida presente com base em qualidades 'terrestres'.